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O surgimento da Câmara Municipal no Brasil, se deu no século XVII. Podendo ser considerada como uma das características da monarquia portuguesa na época da colonização em sua marcha para o absolutismo do poder.
Na cidade de Estância, mais precisamente no século XIX, por volta de 1832, devido ao progresso e a pungência econômica da povoação de Estância, é transferida a Câmara Provincial de Santa Luzia do Itanhy para a Vila Constitucional de Estância.
Essa transferência estava apoiada nos interesses da maioria dos componentes da Câmara de Santa Luzia que estavam ligados à Estância, que estava com as condições geográficas mais adequadas, como terras planas e bem servidas de águas dos rios Piauí e Piauitinga. Outro ponto destacado foi o fato de Estância possuir uma igreja erguida em pedra e cal, em oposição à Santa Luzia, que tinha uma igreja construída em taipa e em ruínas, fator religioso importante.
O decreto de 25 de outubro de 1831, que removeu a sede da Vila de Santa Luzia para o povoado de Estância, terminava com quase 120 anos de lutas entre os moradores das duas localidades. Sempre apontando os pontos favoráveis de Estância, quer sejam geográficos, políticos e culturais em detrimento da pouca representatividade de Santa Luzia.
Assim, no século XIX, Estância com Laranjeiras tornaram-se os mais prósperos e atuantes centros urbanos sergipanos. Sendo Estância destacada, além do econômico, como centro disperso da cultura em Sergipe, com sua imprensa e sua educação pioneira com cadeiras de filosofia, moral, retórica e francês, inclusive com aulas de latim dentro de escolas.
José Anselmo de O. Santos - 4.º período do curso de História da UNIT |